18/01/2008 - 14h39 - Atualizado em 18/01/2008 - 17h52
Justiça proíbe games 'Counter-Strike' e 'Everquest' em Goiás
Procon recolhe jogos à venda no estado; decisão judicial vale para o território nacional.
Segundo a entidade, os games são 'nocivos à saúde do consumidor'.
O Procon anunciou nesta sexta (18) que está recolhendo das lojas do estado de Goiás os jogos "Counter-Strike" e "Everquest", séries que chegaram ao mercado mundial em 1999. O comunicado no site da entidade afirma que os games "foram considerados impróprios para o consumo, na medida em que são nocivos à saúde dos consumidores" e ferem o Código de Proteção e Defesa do Consumidor.
A decisão foi do juiz federal Carlos Alberto Simões de Tomaz, da 17ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Minas Gerais e é válida em todo o território nacional. O Procon de São Paulo estuda a ação para determinar se haverá recolhimento dos jogos no estado.
Segundo o Procon de Goiás, o jogo "Counter-Strike" "reproduz a guerra entre bandidos e policiais e impressiona pelo realismo. No vídeo-game, traficantes do Rio de Janeiro seqüestram e levam para um morro três representantes da Organização das Nações Unidas. A polícia invade o local e é recebida a tiros".
"O participante pode escolher o lado do crime: virar bandido para defender a favela sob seu domínio. Quanto mais PMs matar, mais pontos. A trilha sonora é um funk proibido", continua o comunicado.
A Electronic Arts, que distribui "Counter-Strike" no Brasil, aguarda notificação judicial para se pronunciar oficialmente. Sobre as descrições do Procon, a empresa afirma: "itens como traficantes, a cidade do Rio de Janeiro, favela, trilha sonora funk e pontuação extra por matar PMS não fazem parte do jogo original. Estas modificações foram criadas por pessoas que não têm qualquer tipo de ligação ou relacionamento com ambas as empresas e que dispuseram seu download gratuitamente pela internet."
O comunicado da Superintendência de Proteção ao Consumidor afirma que o RPG "Everquest", que não tem distribuição oficial no Brasil, "leva o jogador ao total desvirtuamento e conflitos psicológicos 'pesados'; pois as tarefas que este recebe, podem ser boas ou más".
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